São muitos os Portugueses que se não revêem em qualquer dos candidatos às eleições presidenciais de 2011.
Refiro-me aos Portugueses que, sendo da chamada «esquerda democrática», não perderam ainda por completo o sentido nacional – e que portanto não podem seguir os candidatos já anunciados dessa área política.
E refiro-me também aos Portugueses que, considerando-se da direita «sociológica», recusam-se a sufragar o actual inquilino de Belém, que promulgou as leis do aborto e dos casamentos homossexuais.
Com a certeza de que tais Portugueses não podem ficar sem voz, aceito o pesado encargo de candidatar-me como um dever patriótico. Quero exercer a função presidencial verdadeiramente acima dos partidos e dos interesses instalados. Só um nacionalista, como eu sou e sempre fui, pode garanti-lo; só um nacionalista pode colocar acima de tudo o interesse nacional e sobrepor-se, duradoiramente, a todos os antagonismos societários.
Só um poder assim, verdadeiramente independente, pode congregar os Portugueses e transformar a comunidade numa aristocracia de almas fortes e de mentes esclarecidas e esclarecedoras. Só um poder assim pode inaugurar uma nova etapa na história nacional, pondo de pé um país que não tenha de andar a mendigar os seus fins-de-mês em Washington ou Bruxelas.
Estou preparado para o combate. Conto com todos os Portugueses de boa vontade.



